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Se é pra amar, ame-se a si mesmo.


O verdadeiro lado ruim de se entregar em um desses amores que vivemos tão intensamente, e sem garantia de nada vem depois do fim. Não em uma simples página nova, breve continuação de um romance infundado. Não, ele vem em um livro inteiro novo. Uma história inteira para reconstruir aquilo que desmoronou. Porque no fim, é sempre o que acontece, um caos total. Sobram arrependimentos e uma estrutura bagunçada, desmontada e sem manual.  


Uma fase, diriam, é só uma fase, logo passa. Mas que fase, não é?  


Dizem por aí, em um conselho popular tão conhecido, que para superar um amor que não deu certo é preciso amar de novo. Um conselho ridiculamente bobo à primeira vista. Quem em sã consciência vai entregar de novo o coração, agora tão machucado? Se já é difícil levantar da cama alguns dias, imagine amar de novo. Loucura. Mas meu bem, veja bem, se é para tentar amar de novo, por que não amar a você mesmo?

Sabe, amar-se em primeiro lugar. Não depender de um outro alguém para iluminar seu caminho. Não correr o risco de, num desses cruzamentos por aí, se perder e andar sozinho numa escuridão sem fim. Ser o seu próprio sol. Cuidar de si mesmo, como jamais outra pessoa poderia. Afinal, quem lhe conhece melhor? Quem mais poderia lhe fazer tão feliz, além de você?

Cultivar o hábito de se apaixonar diariamente por si mesmo é maior lição que um desamor pode ensinar.

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