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É, eu sei. Está todo mundo na mesma, focados em seus próprios problemas, tentando catar moedas no porta-luvas antes de chegar no pedágio. Dirigindo em alta velocidade, tentando chegar ao destino pelo modo mais fácil. Morrendo no caminho.
Seja flor. Ande de bicicleta. Vá pelas montanhas e a beira mar. Mas vá de bicicleta. Aumente sua resistência, sinta o vento nos cabelos, pare para beber água.

Seja flor. Indo viajar, eu só vejo pinheiros e eucaliptos próximos às estradas. Mas eu vejo flores. Algumas, raras, rosas e roxas, como pontos coloridos num papel escuro. Seja flor. Mesmo que os carros passem rapidamente por ti, mesmo que os motoristas não te notem, mesmo que você não ouça a música dos rádios que habitam o interior dos veículos.
Seja flor. Porque há poetas e poetisas que vão te notar e mesmo que, por ventura, não possam se aproximar farão poemas; mesmo que, por tempo, fotógrafos não possam parar. Mesmo que você ache que isso não importe.

Seja flor. Em meio de tantos pinheiros, seja flor. Colore-se. E se vier inferno e você quiser morrer, seja flor. Espere pela primavera.
Seja flor, meu amor. Porque não há nada mais bonito do que florir em meio de tanto verde. Verde de árvores iguais que nada embelezam. Seja flor. Vá de bicicleta. Vá pelas montanhas, mesmo que sem ninguém. Seja flor.
E, se você for árvore, floresça.

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