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Entrevista com o escritor: Airton Tavares

Imagem: Sindjusma

O escritor Airton Tavares, que publicou a obra "Os donos da vida" topou responder algumas perguntas sobre como foi a criação dessa obra pra gente. A resenha do livro já está disponível aqui no blog pra vocês conhecerem a história. Você também pode conhecer melhor essa história através da fanpage do livro no facebook.

- Airton, fale um pouco sobre você, suas características mais marcantes, seus sonhos, etc.

Bom, eu sou funcionário público e minhas características mais marcantes é ser determinado e persistente. Eu luto até onde posso pra alcançar meus objetivos e sonhos. Sou casado e também sou músico . A publicação dos donos da vida é a prova viva em ralação às minhas características mais marcantes.


- Sobre o livro "Os donos da vida", quando surgiu a ideia de começar a escrevê-lo?


A ideia de escrever os donos da vida surgiu numa noite em que eu estava bebendo numa conveniência com meu irmão. Apesar de gostar muito de ler, nunca havia passado pela minha cabeça a ideia de que eu seria capaz de escrever um livro. Então, naquela noite, quando de repente surgiu a ideia básica, eu fui dormir pensando sobre a ideia e quando acordei comecei a pensar sobre a possibilidade de começar a escrever um livro.


- Pode nos contar um pouquinho sobre como foi trabalhar nesse projeto? Quanto tempo levou pra escrever, como se organizava pra conciliar isso com as demais tarefas...?


Olha, trabalhar na construção dos donos da vida levou um bom tempo e não foi nada fácil, acho que por causa da minha inexperiência. Na verdade a história teve três versões e dois títulos. A primeira versão é péssima, mas no decorrer do tempo eu fui fazendo as mudanças que vinham na minha mente quando os bloqueios criativos iam embora. Em relação a isso, quando o meu primeiro bloqueio criativo apareceu fiquei desesperado porque as ideias foram embora e eu não sabia do que se tratava. Na época eu pensei que não conseguiria terminar o livro. Quando ele foi embora inúmeras ideias surgiram. Mas não demorou muito tempo veio o segundo bloqueio. Mais uma vez fiquei desmotivado e triste. Mas quando ele foi embora eu percebi que se tratava de um processo comum e periódico. Foi então que, quando o terceiro veio, eu já sabia do que se tratava e não poderia fazer nada a não ser deixar que o tempo resolvesse o problema já que eu havia percebido que ele era o único antídoto para o problema. Ou seja: a minha inexperiência e os bloqueios criativos foram os culpados pela demora, risos. Os horários que eu escrevia era sempre a noite. As vezes passava quase a noite toda escrevendo. Mas em muitos ocasiões eu tive que fazer anotações nos mais diversos lugares pra não perder a ideia que havia surgido no momento.


- No livro, como se trata do futuro, há praticamente um mundo a parte. Como foi pra você construir e imaginar essas tecnologias?



Com relação às ideias para a construção do futuro fiquei  vários momentos imaginando hipóteses e também fiz algumas pesquisas sobre tendências tecnológicas modernas.  Mas o principal mesmo é destacar o já conhecido fato de que a ciência pode ser benéfica como maléfica.  Vemos isso, no livro, no uso do que o Dr. William faz do seu projeto, na utilização dos biochips e nas atividades do Cris.



- Você criou carinho especial por algum de seus personagens?



Alguns sim, pelo fato deles terem seus nomes baseados em nomes de amigos ou parentes meus. Foi uma espécie de homenagem. Até penso em futuramente fazer algum tipo de sorteio para homenagear alguém que tenha lido e gostado dos donos da vida, colocando o nome da Pessoa em algum personagem do outro livro que estou escrevendo, risos.



- Como foi o processo para publicar o livro? Sabemos que hoje é bastante difícil as editoras abrirem espaço para novos autores que ainda não tenham o nome na mídia, foi muito difícil?



Muito difícil. Na verdade acho que até mais difícil que escrever o próprio livro, risos. No geral, as editoras preferem autores consagrados. E aqui no Brasil há uma grande preferência por autores estrangeiros. Eu acredito fielmente que as editoras daqui não leem grande parte dos originais que são enviadas a elas, justamente por priorizarem os já consagrados. Mas há um fato desconsiderado nessa questão: A verdade de que os consagrados não nasceram consagrados. Fizeram o mesmo percurso que os não consagrados fazem. E pelo fato de as editoras daqui terem essa atuação  cheguei até a pensar que não conseguiria. E foi então que, pesquisando pela Internet, conheci a editora Chiado que foi a que me deu a chance dr publicar.



- Qual foi a sensação quando seu livro chegou impresso nas suas mãos?



Maravilhosa e indescritível pelo fato de ver na minha frente o resultado físico de um processo mental que levou tempo e necessitou de muito esforço pra ser concluído.



- Você pretende escrever mais histórias, tem outros projetos em andamento?



Sim. Estou escrevendo outro livro também de ficção científica. Mas, mais uma vez, estou travando batalhas contra os bloqueios criativos. E ainda bem que tenho o tempo do meu lado.



- Como é para você o contato com os leitores? Gosta de receber seus comentários?



Os leitores são a parte primordial do processo. E é claro que gosto de saber sobre os comentários deles. Porque me ajuda a enxergar onde acertei e onde errei no processo de escrita.



- Essa é uma curiosidade que eu tive durante a leitura, como seria um notebook dobrável com tela holográfica? 



Na minha imaginação seria um pequeno teclado flexível que faz a projeção da imagem holográfica. Os leitores podem ficar a vontade pra imaginarem como os objetos descritos no livro são.



- Existe alguma outra colocação que gostaria de fazer?



Gostaria de finalizar agradecendo a Jesus Cristo, pois ele é a fonte suprema da inteligência e do amor sublime. Aos meus familiares e amigos que fizeram parte desse sonho, a vocês do blog entre cartas e amores, ao pessoal do blog leitura das três, obrigado pelo apoio, todos vocês são demais e a todos os leitores que viajaram e  os que ainda irão viajar nas páginas do livro Os donos da vida. E por fim, gostaria de pedi para todos aqueles que pensam em escrever ou já estão escrevendo um livro e ao demais que tenham algum outro sonho que jamais desistam. Todo sonho requer um preço que precisa ser pago pra si tornar realidade. E o primeiro e mais importante preço é você nunca deixa de acreditar em si mesmo. E todos aqueles que acreditaram em si mesmo conseguiram tornar realidade aquilo que transforma o planeta: os sonhos criados dentro da imaginação.




Um comentário:

  1. Oi...amo livros mas vou confessar que a maioria são autores estrangeiros, preciso mudar isto...amei conhecer um pouco deste escritor...bjs

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