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O primeiro amor


Outra vez como de costume, ela veio a minha casa pra me dar umas dicas de matemática, não levo muito jeito com números.

─ Você está entendendo por que y é maior que X? Perguntou-me ela

Não respondi nada, fixei meus olhos sobre os lindos olhos azuis dela, que mais parece um mar de águas cristalinas. 
─ Você parece não está prestando atenção no que eu falo. Continuou ela. ─ Aliás já faz um tempo que percebo você meio distante quando estou por perto, você está chateado comigo?

Mantive meus olhos fixos nos dela, por alguns segundos o silencio tomou conta do quarto, quando ela já se preparava pra falar algo novamente não pensei duas vezes, e beijei seus lábios. Sua boca pequena e rosada há muito tempo já faz parte dos meus pensamentos. Por alguns instantes estive no paraíso, ate que ela afastou seus lábios dos meus.

─Caio! o que você pensa que está fazendo? ─ Questionou ela com uma voz tremula.

─Não gostou do meu beijo?

─Gostei... Não sei. Não! Você esta ficando maluco?

─Eu maluco?

─Sim, você mesmo seu idiotia ─ Disse ela com um tom de raiva – Não teve graça isso, eu vou embora!

Ela jogou seu caderno dentro da mochila de qualquer jeito, amarrotando as folhas e saiu com passos largos do meu quarto. Fiquei meio surpreso com sua reação, não foi da maneira que eu pensei, mais há muito tempo espero por esse momento, não posso deixar passar essa oportunidade. Levantei-me do chão, desci as escadas correndo pra pegar ela ainda na porta, mais ela foi mais rápida que eu, então sair correndo pela rua, descalço e sem camisa mesmo, logo há avistei sentada de cabeça baixa debaixo de uma árvore, seus cabelos cheios e encaracolados encobriam o seu rosto, me aproximei dela e ajoelhei-me diante de ti, ela estava chorando.

─Mirela, me desculpe! Não foi minha intenção te magoar, nem te fazer chorar. Disse eu.

─Por que você fez isso? Você não pode brincar assim comigo! Disse ela chorando.

─Não quero brincar com você, não fique assim, por favor, olha pra mim.

Levantei seu rosto, enxuguei suas lágrimas e à abracei como nunca havia abraçado ninguém antes.
─ Será que você nunca notou como olho pra você? Continuei a falar. ─ Desde o primeiro semestre quando você se matriculou na escola, sinto algo especial por você! Quando você entrou na sala ainda sem farda, com aquele vestido branco com estampa de flores, me encantei, acho que foi paixão a primeira vista.

─ Notei sim, só que como você nunca tinha me dito nada, achei que fosse coisa da minha cabeça, tive medo de perder sua amizade. Disse ela já com um sorriso no rosto.

─ Quero ser bem mais que um amigo. Mirella Santiago Santos você quer namorar comigo?

─ Claro que sim Caio da Cruz Araújo.



2 comentários:

  1. A-M-E-I esse texto. O final não foi como esperava, na verdade eu estava esperando por uma cronica que falasse sobre o primeiro amor... Mas foi muito melhor..
    Beijos,
    www.hitsdomomento.com

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  2. Foi um conto do primeiro amor! rsrs ;)

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