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Resenha: Tudo que se perde, tudo que se ganha.



"Hoje em dia as pessoas acham que podem nos dizer o que bem entenderem. Não se dão conta de que podem magoar, ferir, incomodar ou chatear alguém. Acham que têm uma liberdade que não existe. Sua liberdade termina onde começa a minha. Acho isso extremamente perigoso. Essa falta de tato, essa falta de pudor ainda vai acabar com o mundo. Ou então vai destruir completamente as relações."

Imagine-se acordando um belo dia, indo até o espelho e encontrando um reflexo 40 quilos mais gordo. Nós não estamos aqui falando de 5 ou 10 quilos, estamos falando de 40! Foi exatamente isso que aconteceu com a Clarissa. Acordou um belo dia e percebeu que havia engordado horrores. Não que ela não estivesse percebendo que estava acima do peso antes, mas é aquela história de não ser amiga da balança e ficar só imaginando o quanto realmente engordou, quando decide subir pra ver, leva aquele choque. 

Se olhar no espelho e não se reconhecer, não se sentir feliz com o seu próprio reflexo, perceber que as calças jeans não passam nem do joelho, que o guarda roupa já teve que ser trocado inteiro pelo simples fato de as camisas não fecharem, as blusas não entrarem.

No livro Tudo que se perde, tudo que se ganha, ela narra em quase 80 crônicas como foi perceber que havia engordado tudo isso, como foram as tentativas para reverter esse quadro (tanto as falhas quanto as que deram meio certo), como foram os amores e os desamores dessa fase, tudo contado de uma forma divertida. É como o livro diz na contracapa: se você está acima do peso, esse livro pode ser útil, agora se não está, esse livro lhe fará dar boas risadas.



Eu já tinha lido vários trechos e frases soltas pela internet de autoria da Clarissa, mas nunca tinha realmente parado para ler um dos livros dela, até esbarrar com um e ser completamente seduzida pela capa. Conforme eu ia lendo as crônicas, fui sendo seduzida pela sua escrita também e em pouco tempo devorei todas as letrinhas desse impresso. 

Como nunca fui gordinha, fui ler o livro com a segunda proposta da contracapa: dar boas risadas. E essa tarefa o livro conseguiu com maestria. 

As crônicas foram seguindo uma sequência bastante lógica que foram mostrando como a fase do desespero passa e a gente aprende a fazer as coisas certas ao invés das falsas milagrosas. Como, apesar do nosso manequim, o mais importante é se amar, afinal, número de manequim é uma característica completamente mutável.

Apesar da temática principal do livro ser sobre a luta para perder o peso, as crônicas vão muito além disso falando sobre amizades, relacionamentos, família, trabalho e auto estima. E os assuntos abordados sobre o peso servem também para vários outros distúrbios, afinal todos nós quando ficamos ansiosos ou estressados descontamos em alguma coisa. A Clarissa descontava em colocar comida pra dentro. Eu por exemplo, paro de colocar. Tem gente que faz compras sem parar. Cada um lida de uma forma e as crônicas dela nos fazem parar e refletir sobre até onde é saudável aliviar nossos problemas dessa forma e onde estamos simplesmente adquirindo um novo problema.

É uma leitura que eu recomendo pra todo mundo, porque independente de lutar contra o mesmo monstro que a escritora ou não, todos travamos lutas com a nossa auto estima vez ou outra. E todos precisamos entender que somos nossos melhores amigos, somos o centro do nosso mundo e merecemos nos amar acima de qualquer coisa.

Ficha técnica:
Título: Tudo que se perde, tudo que se ganha
Autor: Clarissa Côrrea
Editora: Gutenberg
Ano: 2015


3 comentários:

  1. Adore, quero ler :)
    Bjs

    www.vivicablog.com.br

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  2. Livros que você se apaixona já na capa <3
    Fiquei morrendo de vontade de ler, ainda mais que amo muito crônicas
    Segunda vez que venho aqui e você só me faz passar vontade viu hahaha
    Beijão
    querosermiranda.blogspot.com.br

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