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Não é pelos gostos do outro que a gente se apaixona


O que importa de verdade quando a gente tá falando de amor, não é se a pessoa tem os olhos e os cabelos que lá na nossa adolescência a gente idealizou. Não importa se ela prefere preto ou branco, doce ou salgado, blues ou pagode. O que importa de verdade não é se ela prefere ação ou romance, terror ou comédia, balada ou cinema. Não são esses gostos e preferências superficiais que interessam de verdade. 

Não é por essas coisas que a gente se apaixona. A gente não se apaixona todos os dias pela mesma pessoa por causa da música que ela escuta ou pelas panquecas que ela prepara no café da manhã. Não é a roupa que ela veste que faz o coração acelerar e bater mais forte toda vez que a gente vê a pessoa.

A gente se apaixona de verdade pelo que a pessoa é, lá dentro. O que importa mesmo, assim, bem no fundo, de verdade é que a pessoa carrega no peito por nós. É o tamanho e a intensidade do amor que ela tem pra dividir com a gente. O que importa mesmo é o que ela guarda lá dentro, bem escondidinho e que apesar do medo, ela ainda assim quer mostrar, quer demonstrar, quer dividir. 

Porque é isso: a gente não se apaixona e se mantém apaixonado por uma pessoa pelos gostos que ela tem. A gente não ama ninguém só por essa pessoa amar aquele filme que a gente ama também. A gente simpatiza, mas amor, ah, amor vem de tantas outras coisas. A gente ama mesmo é a essência daquela pessoa. 

Gostos vem e vão, o tempo vai chegando e um monte de coisa vai ficando pra trás. E o amor não pode depender dessas coisas tão fáceis de serem abandonadas. Porque não são as preferencias de restaurante de alguém que fazem as borboletas dançarem. 

É o abraço. A calmaria que vem sempre que ela chega. É a paz que se instala aqui dentro sempre que os olhos se encontram. É a eletricidade envolta em todo e qualquer toque. A gente se apaixona até pelos possíveis defeitos, mas nunca pelos gostos superficiais.

Imagem: We♥it

Não é pelos gostos do outro que a gente se apaixona - Blog de textos, comportamento e vida a dois. Karoline Krahl. Entre Cartas e Amores

Um comentário:

  1. Ah, e a eletricidade é algo tão bom, as borboletas batendo asas também, o coração aquecendo... Nossa, que saudade senti de estar apaixonada depois de ler esse texto.


    Beijos,
    Blog Gaby DahmerFanpageInstagramTwitter

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