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Por favor, olhe para mim



Nem vi e o seu suor se espalhou em mim, talvez seja vestígio de algum abraço involuntário. E por tanto tempo, adormeci esse sentimento, o coloquei além dos sete palmos e acreditei ter vencido mais uma guerra. Mas, fui enganado pelo silêncio.

Silenciar. Este foi o maior erro. Se houvesse uma única resposta, as lacunas seriam preenchidas pelos destroços do caminho, mas não coube reciprocidade e nem diferenças. Coube o silêncio.

E hoje, volto a me afogar no seu oceano e não sei nadar. Não sei nadar nem em riachos, já que não caberia a mim, procurar pessoas rasas, porque não sou do tipo de homem, de iludir terceiros para me iludir atrás de rótulos. Cabe a mim o vazio que cabe poesias inteiras e poesias inteiras não cabem em um simples espaço. 

Já estou cansado de versos, de mensagens vazias e que não revela suas vontades verídicas. Cansei de ser fantoche, seu e meu. Cansei de ser um rabisco, enquanto muitos enxergam um poeta. Ah, poetas bons guardam em si momentos tristes e se continuar assim, em breve serei mais um. E agora, lhe pergunto, qual o abismo entre o amor e a nossa amizade? Busco loucamente por essa resposta. Nessa busca incessante, confesso que pensei em acabar com essa amizade. Será que essa decisão lhe causaria dor? 

E mesmo sem respostas, decido continuar e provocar um heroísmo em meio a minha dor, ao silêncio ensurdecedor e o destino de rimar amores tristes.  Não destruirei a amizade, pois a dor que sinto agora, fui eu que causei e não cabe a mim, lhe causar a dor de encontrar lembranças apagadas pela distância. 

Burrice. Mas, quem é inteligente o bastante para colocar um fim? E nós versos finais, não sou burro e nem inteligente, por você, serei para sempre, sentimentos.

Texto de Luís de Oliveira, enviado via imbox no facebook para a página do Entre Cartas e Amores.

Um comentário:

  1. Ai, meio que doeu em mim esse texto. Lindo, por sinal. Mas a parte final, "Não destruirei a amizade, pois a dor que sinto agora, fui eu que causei e não cabe a mim, lhe causar a dor de encontrar lembranças apagadas pela distância. Burrice. Mas, quem é inteligente o bastante para colocar um fim? E nós versos finais, não sou burro e nem inteligente, por você, serei para sempre, sentimentos." foi quase como um tapa de realidade na cara. Já passei por algo assim, acho que por isso doeu em mim, rs.



    Beijos,
    Blog Gaby DahmerFanpage

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