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Estou tendo que aprender a lidar com você. 
Estou vivendo nessa instabilidade do seu mar. 
Estou navegando, flutuando, remando contra diversas correntezas que tentam desviar o caminho que me leva à conquista das terras de seu coração. 
O caminho é extremamente longo e os desafios são diversos. 
Paciência, perseverança, carinho, cuidado, paz e amor. 
Menos palavras, mais sentimento. 
Um infinito repleto de futuro que pode se esvair após algumas poucas palavras.
Você sempre tentando me ensinar e eu sempre disposta a aprender, e com o aprendizado no meio desse trajeto o caminho se torna ainda mais motivador.
Ah amor, suas terras são tão desejadas. 
Tenho medo. 
Medo dos navios mais rápidos, medo de quem habita ilhas mais próximas de você, medo de quem percorre trajetos mais curtos. 
Me sinto cada dia mais próxima de você e, no entanto, quanto mais eu ando menos eu me sinto perto de suas terras. 
E quando, por alguma razão, o tempo ao seu lado se reduz? 
Ah amor, aí acaba tudo! Não faz sentido nenhum. Nada.
Sinto sua falta. 
Sinto sua falta no começo do dia, no meio, no final. 
Sinto sua falta quando preciso parar para abastecer. 
Sinto sua falta quando preciso falar de amor. 
E quando me perguntam porque ainda estou nesse trajeto que me levará até as suas terras eu só tenho uma coisa a dizer: Eu continuo aqui porque sei que se eu chegar nessa ilha, nunca mais terei que navegar. 
Você é o porto seguro que eu espero ansiosamente poder habitar. 
Eu ainda vou conquistar suas terras, senhorita.
E porque eu já sei disso? 
Porque você já habita as minhas!



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