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Você foi a coisa mais bela que me aconteceu esse ano.


São três horas da manhã de um sábado a noite e eu estou voltando de Campinas. No rádio, Samuel Rosa canta “Não precisa me lembrar, não vou fugir de nada. Sinto muito se eu não fui seu mais raro amor”. Já fazem três meses desde a nossa ultima conversa descente e, confesso, eu ainda penso em você as vezes. Não é sempre, não é recorrente, mas vez ou outra estes teus olhos azuis boiam em minha mente, afogando-me nas lembranças de tudo o que poderíamos ser.

É, Lora, você foi a coisa mais bela que me aconteceu esse ano.

Quarta feira eu vi a foto que você postou. Fiquei feliz por estar namorando... de verdade. Mas não sei, algo em meu coração pesou ao ver-te ali, sendo o que nunca tivemos a oportunidade de ser e só Deus sabe quão bons poderíamos ser juntos.

 Talvez não tenha sido a foto, nem o fato de você estar namorando que tenha aberto uma ferida em meu coração, mas a poesia que legendava a foto: “Eram como o café e o leite: ele tirava o sono dela e ela deixava-o menos amargo” e, ah, menina! Como eu era doce perto de você.

Sabe, eu nunca tive a coragem de dizer que estava apaixonado por você. Que ironia, não? Mas, menina, de alguma maneira você sabia, eu sei. Meu olhar nunca pôde esconder o inflamar vulcânico neles cada vez que tua juba desfilava pelos corredores do centro de comunicação.

“Eu tenho medo de me apaixonar por você” – foi o que você me disse naquele sábado a noite, quando nós quase nos confundimos e quase voltamos apaixonados para casa. Lembro-me de ter lhe dito que eu não sou um cara apaixonante e você, com uma honestidade que é só sua, respondeu que poderia se apaixonar por mim.

Sua honestidade sempre foi cruel e eu sempre te respeitei por isso, você sabe.

Esse talvez seja o texto de peito mais aberto que eu tenha escrito nos últimos meses. Após você, a poesia deu um tempo. E talvez seja por isso que eu tenha me apaixonado por você: você era minha musa inspiradora no sentido mais lato da frase. Perto de você eu comecei dois livros, escrevi centenas de poesias e, quando a inspiração parecia não existir, bastava um olhar em suas fotos ou uma conversa breve contigo.

Ah, quantos poemas você não me rendeu, mulher!

Eu conversava com uma Poeta esses dias e falávamos sobre o amor. Lembro-me de termos concordado no seguinte: “Azar no amor, sorte na poesia”; mas, mulher, quando se trata de você, isso não faz um pingo de sentido. Você florescia poesia por onde andava. Você era poesia, mulher!

“Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou. Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz e ainda espero resposta” – se fosse combinado, o rádio jamais acertaria uma música tão precisa.

Ainda hoje, mulher, me pego assombrado por lembranças – ótimas lembranças – de nossas conversas. Falar com você era algo mágico, recheado e paixão e entusiasmo. Você, sempre durona, nunca me permitiu saber o que sentia por mim - se é que sentia -, mas eu, talvez, devesse ter lhe dito e, assim, permitido que você falasse. 

Eu sei exatamente quando eu soube que estava apaixonado por você. Foi naquele sábado a noite, quando te mandei uma mensagem dizendo "Hoje eu falei de você no bar". De alguma maneira, talvez, eu estivesse querendo te dizer que em meio a tanta gente, a tantas meninas, era sobre você que eu falava num sábado a noite para os meus amigos. Talvez eu devesse ter dito "Eu estou apaixonado por você", mas fui covarde. 

Hoje somos apenas uma lembrança boa de algo que um dia poderia ter sido espetacular. 

 Desejo-lhe sorte em seu novo amor. Espero que encontre, afinal, a poesia que tanto procurava e que eu tanto tentei ser. Você foi a coisa mais bela que me aconteceu esse ano e sou grato por ter tido a honra de conhece-la. Você, paulistana, poeta, tradutora, fashionista, amante de céus azuis e flores cor-de-rosa, é uma mulher incrível.




Um comentário:

  1. É realmente complicado. Estou na mesma situação, achei uma menina incrível e super honesta.Sua honestidade é cruel, mas mesmo assim me iludi todas as noites que pensava nela. Acreditei em todas as vezes que ela me procurou.

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