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Você perdeu alguém fantástico



Às vezes eu tenho a sensação de que, ao longo de toda a minha vida, eu só me interessei pelas pessoas erradas. Sempre houve um porém, um porque, um ex, ou qualquer outra coisa. Mas sempre houve algo que atravancou meu caminho e, diferente de Quintana, eu não passarinho.

Era casamento do meu melhor amigo e ela, madrinha, estava lá. A típica menina pela qual que me apaixonaria – pelo menos naquele passado onde o amor pipocava feito música em meu peito. Um sorriso fácil (por mais clichê que isso pareça), um cabelo lindo e, pra piorar minha situação, escritora.
Não que eu tenha me apaixonado por ela, mas algo em meu coração pesa pelo desprezar. Eu, que sempre vivi em segundo plano, como a segunda opção, o de classe inferior, ainda convivo com esse complexo e as vezes é difícil conciliar isso com a vida.

As palavras sempre foram fora de lugar, os atos sempre foram mal interpretados e a personalidade extrovertida sempre cerceada. É uma sensação de que eu sempre estive fora de lugar, sempre atrasado (ou adiantado demais). Uma sensação de que mesmo as melhores intenções nunca foram suficientes. Sempre o segundo amigo, o último a ser ouvido, aquele olhado torto por todos. Sempre alguém julgado de segunda classe, xucro, sem importância. Sempre alguém a ser esquecido...

E eu, fechado, durão, tenho levado isso sozinho nas costas ao longo de uma vida. E nessas idas e vindas, aprendi a discernir olhares e perceber quando meu afeto não é bem vindo. 

Sabe, tu gostaria de mim se tu se abrisse pra me enxergar. Mas é que teus olhos foram cobertos pela falsa ideia de que eu “simplesmente não sou interessante”.

É menina... Se tu abrisse teus olhos, veria que eu sou interessante – é muito ainda!

 Mas no fim das contas, quando a festa acaba e todos vão embora, eu me encontro aqui, como de costume, voltando pra casa dentro do carro, triste – e eu nem sei porque. Juro que eu não ligo mais. Juro que não me importo. Mas é que é tanta gente linda se apaixonando por tanta gente babaca que me acaba com o coração.

Hoje tu reclamava dos teus ex's para a menina da mesa e eu, de fora da conversa, pensava: “Tu se diz cansada dos babacas, mas pros 'menino bom' teu olhos estão cerrados.” É menina... Tu perdeu a chance de conhecer mais afundo alguém fantástico; porque, afinal, eu sou fantástico e isso não é arrogância. É saber o tamanho da profundidade na qual as pessoas se recusam a nadar.





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