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Sobre aquela madrugada que não deu pra controlar



Madrugada de terça-feira, interfone tocando. Aquela voz rouca, cansada e, me perdoe a pretensão, um pouco desesperada, do outro lado da linha me implorando pra subir. 

Não consigo mais segurar a vontade de te tocar, ele me dizia atropelando as palavras, como se pudesse acelerar o tempo e chegar mais rápido até meu apartamento e finalmente descobrir com seus dedos cada parte do meu corpo. 

Olhei pelo corredor até o meu quarto, onde a última série meia boca da netflix ainda rodava no meu notebook, e minha roupa caída no caminho não me fez pensar se abria ou não a porta 1h da manhã mas sim se me dava ao trabalho de ir até lá me vestir sabendo que em minutos ele tiraria cada centímetro de roupa que escondesse meu corpo dele.

Apertei calmamente o botão que liberaria sua entrada, aproveitando cada segundo daquela excitação que se instalava pelo meu corpo inteiro. Ouvi seus passos pelos corredores e em poucos segundos ele batia na minha porta. 

Apartamento 203, tinha mandando numa mensagem dias antes, em uma outra madrugada em que a vontade também foi difícil de controlar. Vem me ver, eu dizia em tom de brincadeira esperando que ele realmente viesse.

E agora ele estava ali, do outro lado da porta. 

Não teve oi, boa noite ou cortesias. Seu olhar malicioso encontrou o meu e foi como se sua boca fosse um ímã e a minha um metal. Não liguei se algum vizinho passasse no corredor e me visse agarrada só de calcinha e sutiã com alguém que nunca tinham visto pelo prédio. Não liguei pro barulho da sua mochila caindo no chão. Não liguei pra nada que não fosse seu corpo no meu. 

Ele me afastou por alguns segundos, sem tirar completamente suas mãos do meu corpo, e fechou a porta atrás de si. Me olhou como quem não acredita no que está acontecendo, procurando com os olhos indícios de que algo precisava estar errado. Em resposta, encontrou meu olhar implorando por mais.

Juntou a mochila, me pegou pela mão e sussurrou baixinho me leva pro seu quarto... beijando lentamente o meu pescoço.

Cada centímetro do meu corpo se arrepiou com sua boca me tocando e eu obedeci. O guiei até o meu quarto enquanto tirava sua camisa. Meu corpo todo formigava ansiando seu toque, que chegava cada vez mais apressado, cada vez com mais vontade de mim. 

Largou a mochila na cama e me lembrei das conversas provocativas daquelas últimas madrugadas. Quando eu chegar aí vai ser com todas as coisas que você me provocou e me fez imaginar, você disse em alguma delas. Noutra madrugada, a foto da sacolinha de um sex shop

Me puxou pra cama enquanto deitava e abria o fecho do meu sutiã. Segurou meu olhar e já com a respiração arfante de tesão me pediu: 

Deixa eu te sentir. Deixa eu te provocar. Deixa eu te dar prazer. 

E eu me entreguei ali. 



Textos falando sobre sexo sempre dão um pequeno choque em alguns leitores por aqui, mas queria aproveitar o espaço pra deixar um conselho pra todo mundo que leu até aqui: se curtam e curtam as pessoas com quem vocês se relacionam sexualmente. Experimentem, sintam, provoquem, descubram, conheçam: seu corpo e o corpo do outro. E se como os personagens desse texto vocês quiserem experimentar sensações e descobrir prazeres novos (com outras pessoas ou até mesmo sozinhos) o Miess sex shop tem vários produtos que podem ajudar nessa missão, desde uma lingerie mais ousada até o que suas maiores fantasias pedem. 



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