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Este é o ultimo texto que eu escrevo sobre você


Antes de tudo, menina, eu gostaria de lhe informar que este é o ultimo texto que eu escrevo sobre você.

Hoje mais cedo abri meu arquivo de textos do ano passado em busca de algo que fosse bom e ainda não tivesse sido postado no blog. Li e reli a maioria deles. É gostoso voltar no tempo e lembrar os sentimentos que eram nutridos em meu coração quando aqueles textos foram escritos; sei lá, deve ser coisa de poeta ou de escritor sentir genuinamente cada sentimento antigo quando este escorre nas entrelinhas dos textos guardados.

Mas porque eu estou te dizendo isso? Menina, a cada dez textos que foram escritos, onze eram sobre você – ou sobre situações e histórias que eu gostaria que tivessem acontecido entre nós. É como se você tivesse sequestrado minha escrita e a mantida prisioneira de você.

Eu procurei e por fim achei um texto que eu pesasse não falar de você; mas após lê-lo pela terceira vez, percebi que mesmo ele falava de sorrisos amarelos, caras bonachonas e mulheres fortes. Depois de um tempo me lembrei que escrevi aquele texto num dos dias que o assunto se perdeu e eu queria conversar com você. Eu fazia isso sempre, lembra? Quando já não havia o que conversar, eu escrevia algo novo e mandava para você – minha melhor crítica. Você amava as coisas que eu escrevia e estranho seria se fosse diferente... era tudo sobre
você.

Eu acabei postando no blog esse texto e foi justamente assim que eu cheguei neste que eu estou te escrevendo agora. Deixe-me te explicar. O texto falava sobre mulheres que sorriem e quando terminei de ler, apenas uma foto me veio na mente: aquela sua de vestido amarelo e dentes amarelos que eu escrevi um versinho para legendar. Eu quis usar aquela foto na publicação do texto, mas não tive coragem de te pedir.

Não tive coragem por que eu sei que você não acompanha mais o blog e nunca leu tudo o que eu escrevi depois que você partiu. Eu tive medo de te lembrar que este blog existe e despertar a tua curiosidade em ler meus textos e sei lá... vai que você lê tudo. Vai que você descobre que ainda é uma parte gigantesca de mim e que me tem quando quiser.

Vai que você descobre que toda aquela pose de durão e todo aquele papo de “vê se não se apaixona por mim” era besteira minha e tudo o que queria era que, sim, você se apaixona-se por mim.


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