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O verão tem o gosto do seu beijo



Sempre gostei da ideia da amores de verão. Não daqueles de filme em que a protagonista se apaixona loucamente e numa reviravolta não tão inesperada assim os personagens acabam sendo felizes para sempre. Mas daqueles que dão um calorzinho no peito de lembrar dos sorrisos trocados e dos momentos vividos. Daqueles que a gente lembra das férias, do sol, da praia e já traz junto na memória o gosto do beijo. 

Tô te falando isso porque me peguei noite passada trazendo junto nas memórias de verão o gosto do seu. Como se o verão tivesse agora, e talvez até o próximo, o gosto do seu beijo. E de quebra veio o calorzinho no peito, a saudade do meu nome na sua boca, o sorrisinho gostoso no meu rosto. Veio a lembrança dos dias quentes que sua presença, segurando minha nuca e percorrendo suas mãos pelo meu corpo, deixava ainda mais quentes. 

Gosto desses amores e acasos de verão porque a gente nunca sabe dizer como começou, como terminou ou porquê é que dentre tantos outros, marcou. Gosto dessas coisas que a gente não precisa entender pra aceitar que foram boas. 

E você, dentre tantas outras coisas e momentos bons, marcou. Seu jeito de me fazer dançar, de me provocar sem se importar com quem podia olhar, de se entregar a curtir aquele pequeno acaso sem questionar. De aproveitar ao mesmo tempo sem pressa e com urgência por entender também que qualquer beijo poderia ser o último, que a qualquer momento ia acabar.

A praia, as férias e o verão ficaram há km de mim. E de você, do seu toque e do seu olhar me desafiando cada vez mais, me fazendo querer cada vez mais. Ficaram há km mas ficaram com gostinho de quero mais, com vontade de voltar. 

Acho que no fim esse é o lance desses acasos de verão serem tão gostosos: o gostinho de quero mais que fica misturado com o quentinho de saber que viveu algo bom. 


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