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Me perguntaram esses dias se eu não me arrependia do nosso fim, alegando que meus olhos ainda brilhavam quando falava de você. Nunca tinha parado pra pensar nisso. Quero dizer, não no nosso fim, isso rondou meus pensamentos por muito tempo. Mas no brilho nos olhos quando falo de você. 

A gente fala de amor como se fosse algo que só pudesse existir quando a relação dá certo, quando estamos juntos. E não que nós não tenhamos dado certo - nós demos, no nosso tempo, à nossa forma. Só não estamos mais juntos. Mas amor não é algo que eu possa ir lá e apagar como fizemos com as fotos. Ele permanece. Se transforma, mas permanece. 

Foram centenas e centenas de dias em que seu beijo foi a primeira sensação do meu acordar. Centenas de dias em que seu riso preencheu cada pedacinho de mim com uma das sensações mais gostosas que já pude experimentar. Como perder o brilho nos olhos ao falar de alguém que causou tanto êxtase, tanto amor?

É um tanto difícil de explicar. Não queria outro caminho para nós. Não queria que tivéssemos feito diferente, que tivéssemos insistido mais. Não queria nem uma vírgula a menos e nem uma vírgula a mais. Nós soubemos a nossa hora. Porque na verdade, é isso, amor não precisa ser o clichê que os contos de fadas nos ensinaram de "juntos para sempre". Sorte imensa de quem o têm. Mas sorte imensa a nossa termos nos tido, nos amado e nos deixado quando já não fazia mais tanto sentido.

No fim, termos seguido por caminhos separados é o que mantém o brilho nos olhos.


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